Leite materno, de vaca e formulas artificiais maria graciela luongo de matos
1. LEITE HUMANO, LEITE DE VACA E FÓRMULAS ARTIFICIAIS Maria Graciela Luongo de Matos 7ª Etapa Curso de Medicina Unicid Prof. Ciro Domenico Giaccio
2.
- Produto de secreção das glândulas mamárias
- Fluído viscoso constituído de uma fase líquida e partículas em suspensão
- Emulsão natural;
- Elevado valor nutritivo, sendo o único alimento que satisfaz às necessidades nutricionais e metabólicas do recém-nascido de cada espécies
- Composições bioquímicas altamente específicas.
- LEITE MATERNO
- COLOSTRO
- Primeiro leite secretado depois do parto; amarelado; produção: durante a gravidez 5° ou 7 ° dia pós-parto.
- Grande quantidade de anticorpos proteção
- Substituição pelo LEITE DE VACA lesão intestinal e alergias.
- Rico em aminoácidos proteção contra infecções e alergias;
- Leucócitos proteção contra infecções
- Efeito laxante expulsar o mecônio diminui o risco de icterícia.
- Possui fatores para o crescimento, auxilia na maturação do intestino .
- Rico em vitamina A , o que reduz a gravidade de algumas infecções como sarampo , diarréia. Previne também doenças oculares causadas por falta de vitamina A.
- LEITE HUMANO
- LEITE DE TRANSIÇÃO
- Entre o sétimo e o décimo quarto dia pós parto
- aumenta de quantidade e muda de aparência e composição As imunoglobulinas e proteínas diminuem; gorduras e açúcar aumentam.
- Aumento dos seios ingurgitamento
- LEITE MADURO
- a) Leite do Começo : no inicio da mamada , a coloração é acizentada e aguado; rico em vitaminas, proteínas, lactoses e minerais. b) Leite do Fim : no final da mamada, a coloração é mais branca que o leite do começo (mais gorduras= energia).
- LEITE HUMANO x LEITE DE VACA
- Os leites humano e de vaca diferença na quantidade e qualidade das proteínas, nos teores de gorduras, carboidratos, vitaminas e sais minerais.
- Suas composições são adequadas para as necessidades nutricionais e as características metabólicas do recém-nascido espécie-específica.
- As quantidades das substancias presentes nos diferentes leites serão apresentadas no quadro-resumo
- FÓRMULAS INFANTIS – DEFINIÇÃO
- Fórmulas - produtos modificados composição semelhante ao Leite materno
- atender aos padrões do Codex Alimentarius FAO/OMS
- nutricionalmente adequada
- segura para o lactente
- satisfazer o lactente
- aceitável em paladar/cheiro
- disponibilidade e custo
- FÓRMULAS LÁCTEAS MODIFICADAS PARA LACTENTES E FÓRMULAS INFANTIS
- Devem seguir as especificações nutricionais descritas na legislação vigente (Portaria MS n°977 de 05/12/1998)
- Produto em forma líquida ou em pó, destinado a alimentação de lactentes (0 a 12 meses incompletos), sob prescrição, em substituição total ou parcial do leite humano, para satisfação das necessidades nutricionais deste grupo etário.
- TIPOS DE FÓRMULAS INDUSTRIALIZADAS
- Fórmulas de Partida
- Fórmulas de Seguimento ou Seqüência
- Fórmulas à Base de Soja
- Fórmulas Isentas de Lactose
- Fórmulas Anti-Regurgitação
- Fórmulas Semi-Elementares
- Fórmulas Elementares
- Fórmulas para Prematuros e/ou Recém Nascidos de Baixo Peso
- FÓRMULAS A BASE DE SOJA
- A American Academy of Pediatrics Committee on Nutrition(AAP), 1992, indica o uso de fórmula à base de soja para crianças:
- cujas necessidades nutricionais não são preenchidas pelo leite materno;
- deficiência transitória de lactase;
- crianças nascidas, com galactosemia ou deficiência hereditária de lactase
- documentada alergia ao leite de vaca mediada por IgE
- FÓRMULAS ISENTAS DE LACTOSE
- Intolerância à lactose causada por deficiência de lactase - lesões da mucosa intestinal ou causas genéticas.
- Indicadas para crianças com má digestão da lactose (congênita, doença celíaca, ressecção intestinal, desnutrição, recuperação de diarréia).
- recomendações - Codex Alimentarius.
- CARBOIDRATOS - maltodextrina (alta densidade energética, sem interferir na osmolalidade).
- GORDURAS - óleos vegetais.
- Basicamente, apresentam a mesma composição das fórmulas modificadas à base de leite de vaca, porém isentas de lactose.
- FÓRMULAS SEMI-ELEMENTARES
- Formulações à base de hidrolisado protéico - proteína submetida a processo de hidrólise, que resulta em oligopeptídeos (incapazes de desencadear resposta imunológica).
- Indicadas em casos de alergia ao leite de vaca e soja, condições de má absorção (doença gastrointestinal, hepatobiliar, fibrose cística, Síndrome do Intestino Curto, colestase).
- PROTEÍNAS - 0,20 a 0,25g/ml. Fonte: caseína, proteína do soro, soja e colágeno.
- CARBOIDRATOS - maltodextrina e amido pré-gelatinizado.
- GORDURAS - óleos vegetais e triglicérides de cadeia média.
- São completas (Codex Alimentarius), pouco palatáveis, de alto custo e alta osmolalidade.
- FÓRMULAS ELEMENTARES
- MISTURA DE AMINOÁCIDOS
- Formulações à base de hidrolisado protéico - proteína submetida a processo de hidrólise, que resulta em áminoácidos livres (100%)
- Indicadas em casos nos quais não se obteve sucesso no tratamento com fórmulas semi-elementares (quanto mais extensa a hidrólise, menor a antigenicidade).
- AMINOÁCIDOS SINTÉTICOS
- CARBOIDRATOS - maltodextrina
- GORDURAS - óleos vegetais e triglicérides de cadeia média.
- São completas (Codex Alimentarius), pouco palatáveis, de alto custo e alta osmolalidade.
- FÓRMULAS PARA PREMATUROS E/OU RECÉM-NASCIDOS
- Fórmula acrescida de soro de leite, ácidos graxos poliinsaturados de cadeia longa (LC-PUFAs)
- Indicada para atender às necessidades nutricionais dos prematuros e/ou recém-nascidos de baixo peso, levando em consideração sua imaturidade digestiva e metabólica
- Carboidratos: Maltodextrina e Lactose
- Lipídios: triglicérides de cadeia média, óleo de canola, óleo de girassol, gordura láctea, óleo de peixe
- A fórmula infantil em pó não é estéril e boas práticas de higiene são essenciais na preparação e armazenamento do alimento.
- Primeiramente deve-se lavar a mamadeira com água e sabão com a escova específica.
- Depois ferver por 2 minutos com a panela fechada, deixar por mais 10 minutos e deixar secar naturalmente.
- A mamadeira deve ser esterilizada cada vez que usada até o bebe completar 6 meses e depois dos 9 meses uma vez por dia.
- A água que será colocada para misturar o leite artificial deve ser fervida até o bebê completar 6 meses. Para preparar a mamadeira junta-se primeiro a água e depois o leite.
- PREPARAÇÃO DAS FÓRMULAS ARTIFICIAIS
- Na hora de preparar a mamadeira seguem-se as normas de reconstituição dadas pelo fabricante de leite e pelo seu pediatra. Geralmente, junta-se uma medida de leite em pó (deve utilizar sempre a medida dosificadora que vem em cada embalagem) por cada 30 ml de água morna. Desta maneira obtem-se a concentração recomendada de leite ou fórmula adaptada para o bebé.
- O bebe precisa de uma maior quantidade de água em relação ao seu peso corporal que um adulto. Exemplo: Uma criança de 3 meses que pese 5kg e que tome leite artificial precisará de 750 ml de água para a preparação de todas as mamadeiras do dia. Ou seja, tomará cerca de 150 ml/Kg/dia. Isto deve-se ao fato das necessidades de água dependerem das necessidades energéticas e o bebe precisa de uma maior quantidade de energia nesta primeira etapa devida para obter ganhos no seu crescimento e desenvolvimento psicomotor.
- OS DEZ PASSOS PARA A ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL (MS/OPAS E SBP)
- Passo 1 . Dar somente leite materno até os seis meses, sem oferecer água, chás ou quaisquer outros alimentos;
- Passo 2 . A partir dos seis meses introduzir de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais;
- Passo 3 . Após os seis meses dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas, legumes) três vezes ao dia, se a criança receber leite materno, e cinco vezes ao dia, se estiver desmamada;
- Passo 4 . A alimentação complementar deverá ser oferecida sem rigidez de horários, respeitando-se sempre a vontade da criança;
- OS DEZ PASSOS PARA A ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL (MS/OPAS E SBP)
- Passo 5 . A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida com colher; começar com consistência pastosa (papas/ purês) e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família;
- Passo 6 . Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é uma alimentação colorida;
- Passo 7 . Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições;
- Passo 8 . Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação;
- Passo 9. Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o seu armazenamento e conservação adequados;
- Passo 10 . Estimular a criança doente e convalescente a alimentar-se, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos e respeitando sua aceitação
- BIBLIOGRAFIA:
- Fórmulas Infantis e Codex Alimentarius – FAO-OMS, disponível em:
- www.fao.org.htm
- Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento de Nutrologia. Manual de orientação: alimentação do lactente, alimentação do pré-escolar, alimentação do escolar, alimentação do adolescente, alimentação na escola/ Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento de Nutrologia. - São Paulo: Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento de Nutrologia, 2006, 64 p.
- 10 PASSOS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL – Guia alimentar para crianças menores de 2 anos: disponível em: http://www.fiocruz.br/redeblh/media/10passosfinal.pdf


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